sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Guerra dos sentidos





GUERRA DOS SENTIDOS
Um punhal apontado para o pescoço
Rasga-me, corta-me! Dói a agonia.
Não grito nem me debato, não ouço
Inerme, sangue gelado - tirania -

Há guerra nos sentidos, convulsões
Um querer querendo libertar-se
O não insistindo em vãs razões
O fato é que padeço por amar-te!

Culpada por sentir e emudecer
Calam-se todas as palavras sutis
Meus lábios roxos, violeta a morrer!

Tu não sabes ou finge não saber
Num desdém e gestos tão vis
Manto gris, e escrevo a giz o viver!

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