GUERRA DOS SENTIDOS Um punhal apontado para o pescoço Rasga-me, corta-me! Dói a agonia. Não grito nem me debato, não ouço Inerme, sangue gelado - tirania -
Há guerra nos sentidos, convulsões Um querer querendo libertar-se O não insistindo em vãs razões O fato é que padeço por amar-te!
Culpada por sentir e emudecer Calam-se todas as palavras sutis Meus lábios roxos, violeta a morrer!
Tu não sabes ou finge não saber Num desdém e gestos tão vis Manto gris, e escrevo a giz o viver!
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