sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Beco das ilusões




Beco das ilusões



Lugarejo onde o tempo

esqueceu o relógio

Acendem-se fósforos

para livrarem-se da

maldição.

As palavras caem sem

assepsia,

leprosas e fétidas.





Há um retumbar de

sons

Vozes de além mar

Fantasmas do passado

agoureiro



E um açougueiro afia

a faca

Lâmina do saber

em sangue a poesia

vai se embebedar

no beco das perdidas

ilusões




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

BANZO


BANZO





Destituída de quereres

folhas pelo vento levadas

banzo que me dá, sofreres

ponte levadiça, eis a vida



Vai e vem os amores

tal chuva passageira

que só aumentam as dores

mantém-me em cegueira



Não vejo uma alma crente

na felicidade plena

vejo um mundo carente



meu vestido velho, alfena

com rosas brancas nitentes

com lágrimas de Madalena!



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