sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Balada da loucura



BALADA DA LOUCURA

Martírio horas estúpidas, obscuras
Os deuses declinam com dignidade
O pássaro rompe a noite escura
Asas negras a desafiar a verdade

Paira na escuridão lembranças do viver
Estou encolhida, de olhos vendados
A realidade insiste em sobreviver
Os sonhos que tive estão enterrados

Até quando irão me esconder?
Não sou daltônica nem alma penada
Condenada a um eterno sofrer
A vagar sem rumo, desesperada

Nesta caverna pestilenta não há luz
Nem resquícios de humanidade
Nada que ao meu imo seduz
Apenas o dissabor, a crueldade

Minha mente perturbada grita
Caso que nem mesmo Freud explica.
Insanidade encarcerada,
O cérebro a tal massa cinzenta
Que se ausenta e lamenta,
Pois me roubaram a oportunidade
De SER FELIZ!


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