quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ah Fado!


Ah Fado!

Como o silencio das águas , te amei
De mar em mar como uma triste brisa
Sem forma exata, as areias finas beijei
Abracei-te no infinito, pobre poetisa!


Meus sonhos foram-se...São abrolhos
Tantos desamores, amarguras, olhos tristes
Rimando lágrimas, versos, nós e antolhos
Vagando só sem paixão, sem nada em riste.


Se mo houvesse acarinhado, ah fado!
O encanto de ser sereia mulher e cantar
Ter sangue quente ás veias, um amado
Ah fado! Porque tu não mo quiseste amar?
As brumas insistem em meus olhos morar
Solidão em pedra bruta... Frio a cortar a alma
Horizontes que não enxergo, dor a me levar.
Sem a bandeira da esperança, vou naufragar.


Fado tu poderias esboçar um largo sorriso
Dizer que me queres, que sou tudo em tua vida
E dessa tua boca de homem desejado, que viso
Atrevidos lábios a roçar-me, a deixar-me ávida


Lançar ondas, sorver a minha boca ansiosa
Libar as pretensões, os loucos desejos ateus
Fazer emergir a volúpia..Sabes que sou preciosa
Sou uma pérola...Ah fado porque não és meu?










Nenhum comentário:

Postar um comentário