sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Era uma vez

Era uma vez

_Vá e não olhe para trás...Anda!
Repetia a frase com raiva.
Sabia que era definitivo.
O presente não se estenderia,
sem promessas nem sorrisos.
Como viver sem o riso daquela
boca?
Como não mais beijar as
maçãs que nasciam naquele rosto,
vermelhas de timidez pelas carícias
mais ousadas?
Perdido naqueles olhos escuros,
puro encantamento. Escuridão que
onde habitava os sonhos secretos.
Viu-a partir e caiu ao chão, gritando
de dor e agonia.
Insepulto corpo que definhou por
séculos sem que os abrutes o quisessem.
Ela anda por aí, incorporada em flor,
vesttida de preto, rosa negra que padeceu
de amor!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vida e morte

Porque escrever tantas linhas, rimando
a vida com o sonho.
Criando frases incertas, que somente
eu entendo, ou penso que entendo.
A verdade é que por vezes as palavras
sussurram nos ouvidos como um vento
manso.
Resta-me então organiza-las buscando
o sentido que não é real, é lapídado
pelos meus sentires.
Por isso hoje decidi que os ventos que
cochicham devem ir ao sul buscando
o frio, as adagas de gelo para cravar na dor.
Desde que a morte desse amor se fez
presente, não mais engravidei de
poemas, tornei-me estéril.