quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Esquecido



ESQUECIDO

Tremores, calafrios, rondam a alma
Invisíveis criaturas da noite
a perturbar o sentido e inflama
a mente com lembranças e açoites

É por ti que meu peito reclama
Ausência, vilã do sofrimento
A render a paixão que clama
Por um gesto, discernimento

Sem ouvir tua voz, na penumbra
O sentir à tumba, morte vislumbra
Esqueleto combalido, encolhido.

O sangue circula, o coração pulsa
A vida tratou-o com repulsa
Morto ou vivo? Deveras esquecido!

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