terça-feira, 13 de março de 2012

Poeta maldito

Poeta maldito

Na cova mais profunda
onde habitam as peçonhas
um ataúde de segunda
vermes sugando as entranhas

Sou eu, um poeta maldito
Nos sete palmos fui esquecido
Jogado feito carne podre, parasito
Minha alma grita, maltrapido

Onde está poesia grotesca
as laudas infelizes dessa vida
que gravei a punho, burlesca
Tão ridículo, massa falida

Solidão, pedra e negror
Sem um trago de conhaque
Sem uma lágrima de amor!

Poeta maldito sugere a lápide
escrita pela mão da desgraça
com o punhal que me matou!

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