terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ecos do tempo


ECOS DO TEMPO



Ecos ressoam nos labirintos audíveis

Alaridos e gemidos, velhos tempos

Tempo armistício, razões perecíveis

Ficaram nas lavras deste destempo.



Fio cortante das horas irrevogáveis

Na garganta o grito que desaba o lenho

Na floresta dos meus cabelos indeléveis

Tento apoiar-me nas lembranças que tenho.



Não passam mais as caravanas da alegria

Nem o mar apresenta-se com suas naus

Vazio de sal, velas brancas de Santa Luzia.



Ofuscada visão, brumas e obliteração, caos

Duma alma sem terceira visão e acrinia

Seca lacrimal, não navega mais outras naus

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